Número

Família

Espécie

Nome vulgar

1

Anacardiaceae

Lithraea molleoides

aroeira-branca

2

Anacardiaceae

Schinus terebinthifolia

aroeira-pimenteira

3

Apocynaceae

Aspidosperma cylindrocarpon

peroba-poca

4

Apocynaceae

Aspidosperma polyneuron

peroba-rosa

5

Araucariaceae

Araucaria angustfolia

araucária

6

Arecaceae

Euterpe edulis

palmito-jussara

7

Arecaceae

Geonoma elegans

aricanga

8

Asteraceae

Piptocarpha macropoda

vassourão

9

Bignoniaceae

Jacaranda puberula

caroba

10

Bignoniaceae

Tabebuia chrysotricha

ipê-amarelo

11

Bignoniaceae

Tabebuia alba

ipê-da-serra

12

Bignoniaceae

Tabebuia avellanedae

ipê-roxo

13

Bombacaceae

Chorisia speciosa

paineira

14

Bombacaceae

Pseudobombax grandiflorum

embiruçu

15

Boraginaceae

Patagonulla americana

guaiuvira

16

Cecropiaceae

Cecropia pachystachya

embaúba

17

Clethraceae

Clethra scabra

maria-mole

18

Clusiaceae

Calophyllum brasiliense

guanandi

19

Cunoniaceae

Lamanonea ternata

guaperê

20

Euphorbiaceae

Alchornea glandulosa

tapiá

21

Euphorbiaceae

Alchornea triplinervia

tapiá-mirim

22

Euphorbiaceae

Croton floribundus

capixingui

23

Flacourtiaceae

Casearia decandra

guaçatonga-amarela

24

Flacourtiaceae

Casearia sylvestris

guaçatonga

25

Lauraceae

Cryptocaria moschata

canela-batalha

26

Lauraceae

Nectandra megapotamica

canela

27

Lauraceae

Nectandra oppositifolia

canela-amarela

28

Lauraceae

Ocotea dispersa

canelinha-preta

29

Lauraceae

Ocotea venulosa

canela

30

Lecythidaceae

Cariniana estrellensis

jequitibá

31

Leguminosae – Caesalpinoideae

Cassia ferruginea

chuva-de-ouro

32

Leguminosae – Caesalpinoideae

Copaifera langsdorfi

óleo-de-copaíba

33

Leguminosae – Caesalpinoideae

Copaifera trapezifolia

copaíba

34

Leguminosae – Caesalpinoideae

Peltophorum dubium

canafístula

35

Leguminosae – Caesalpinoideae*

Poecilanthe parviflora

coração-de-negro

36

Leguminosae – Caesalpinoideae

Sclerolobium denudatum

tapassuaré

37

Leguminosae – Caesalpinoideae

Senna macranthera

aleluia

38

Leguminosae – Caesalpinoideae

Senna multijuga

pau-cigarra

39

Leguminosae - Cerciinae

Bauhinia longifolia

pata-de-vaca

40

Leguminosae - Faboideae

Anadenanthera macrocarpa

angico-preto

41

Leguminosae - Faboideae

Centrolobium tomentosum

araribá

42

Leguminosae - Faboideae

Erythrina speciosa

suinã, mulungú

43

Leguminosae - Faboideae

Hymenaea courlbaril

jatobá

44

Leguminosae - Faboideae

Pterogine nitens

amendoi-bravo

45

Leguminosae - Faboideae

Lonchocarpus muehlbergianus

embira-de-sapo

46

Leguminosae - Faboideae

Pterocarpus rhorii

pau-sangue

47

Leguminosae - Mimosoideae

Acacia polyphilla

monjoleiro

48

Leguminosae - Mimosoideae

Anadenathera colubrina

angico-branco

49

Leguminosae - Mimosoideae

Albizia polycephala

farinha-seca

50

Leguminosae - Mimosoideae

Enterolobium contortisiliqumm

tamboril

51

Leguminosae - Mimosoideae

Inga marginata

ingá-feijão

52

Leguminosae - Mimosoideae

Inga sessilis

ingá-ferradura

53

Leguminosae - Mimosoideae

Piptadenia gonoacantha

pau-jacaré

54

Leguminosae - Mimosoideae

Piptadenia paniculata

serra-de-jacaré

55

Leguminosae- Mimosoideae

Inga uruguensis

ingá

56

Melastomataceae

Miconia cabussu

cabussu

57

Melastomataceae

Tibouchina pulchra

manacá-da-serra

58

Meliaceae

Cedrela fissilis

cedro-rosa

59

Meliaceae

Cedrela odorata

cedro-do-brejo

60

Myrsinaceae

Rapanea umbellata

capororoca

61

Myrtaceae

Calycorectes australis

guamirim

62

Myrtaceae

Campomanesia xanthocarpa

guabiroba

63

Myrtaceae

Eugenia sp.

pitanguinha

64

Myrtaceae

Eugenia uniflora

pitanga

65

Myrtaceae

Myrcia formosiana

aperta-goela

66

Myrtaceae

Myrcia sp.

guamirim

67

Myrtaceae

Psidium cattleyanum

araçá-amarelo

68

Phytollacaceae

Gallesia integrifólia

pau-d'alho

69

Polygonaceae

Triplaris brasiliana

pau-formiga

70

Rhamnaceae

Colubrina glandulosa

saguaraji

71

Rosaceae

Prunus myrtifolia

pessegueiro-bravo

72

Rutaceae

Esenbeckia leiocarpa

guarantã

73

Rutaceae

Zanthoxylum rhoifolium

mamica-de-porca

74

Sapindaceae

Matayba guianensis

camboatã

75

Ulmaceae

Trema micrantha

pau-pólvora

76

Verbenaceae

Cytharexylum myrianthum

pau-viola

77

Verbenaceae

Vitex polygama

tarumã

3.1 Descrição das espécies

 

   
Idealização e Parceria: Viveiro Maria Tereza Responsável: Rodrigo Trassi Polisel A Mata Atlântica Brasileira 1. Introdução Originalmente, o estado de São Paulo detinha 81% de seu território recoberto pelo bioma Mata Atlântica (Kronka et al, 2005), o restante era recoberto por diversas fisionomias de cerrado, concentradas no interior do estado, em regiões de solo bastante arenoso. Os fatores de degradação relacionados à expansão da fronteira agrícola e seus diferentes ciclos de agricultura e à expansão da mancha urbana e industrialização são responsáveis pela intensa alteração da paisagem natural das florestas e campos do estado de São Paulo. Atualmente, as manchas de cerrado são praticamente inexistentes dentro do território estadual, estando distribuídas aleatoriamente em pequenas unidades de conservação, como o P.E. de Furnas do Bom Jesus, em Pedregulho, e E.Ec. de Itirapina, em Itirapina. Tais áreas sofrem os efeitos causados pelo seus arredores, como a invasão de plantas alóctones (exóticas, principalmente gramíneas) e a presença constante do gado. Em relação à Mata Atlântica atual, a situação não é muito diferente. Levantamento realizado recentemente por Kronka et al (2005) mostra que as florestas do estado somam 11% do que se apresentava anteriormente. Este número agrupa todas as fisionomias e graus sucessionais de vegetação, desde uma capoeira até a floresta primária. Essa seção tratará especificamente do bioma Mata Atlântica com as espécies que se distribuem ao longo do território brasileiro nesse domínio, apresentando as diferentes fisionomia de floresta presentes no território, especificamente paulista, e as espécies arbustivo-arbóreas mais relevantes presentes dessas fisionomias existentes no viveiro da ONG Caraguatá para amostra e educação ambiental. 2. O Domínio Mata Atlântica Especificamente para o estado de São Paulo, o domínio se apresenta de forma bastante heterogênea. Possui as seguintes fisionomias principais de vegetação: 1. Floresta Ombrófila Densa (Rizzini et al, 1991): Também denominada de Floresta Atlântica ou Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, distribui-se pelas serras do Mar, da Cantareira e de Paranapiacaba, recebendo, por via de regra, influências de correntes úmidas advindas do Oceano Atlântico. Por essa razão, há disponibilidade de umidade o ano todo, e por isso, é composta, majoritariamente por espécies perenifólias. Existem apenas cerca de 10-20% das espécies que perdem as folhas na época mais seca (inverno). A neblina é um fator marcante. Em seu interior, há a formação de uma floresta estruturalmente multi-estratificada, com sub-bosque denso e uma diversidade enorme da comunidade epífitica; por isso, existem uma gama de espécies de bromélias e orquídeas presentes na área, caracterizando-se, assim, como um fator diagnóstico. 2. Floresta Ombrófila Mista (Rizzini et al, 1991): Relaciona a fisionomia de vegetação cujo componente principal é o pinheiro do Paraná ou araucária (Araucaria angustfolia). Além desta espécie de gimnosperma, predomina em suas formações, no estrato abaixo da Araucária, o podocarpus (Podocarpus lambertii), outra espécie de pinheiro nativo do Brasil. Dessa forma, essas duas espécies dominam a estrutura da floresta. Abaixo destes, desenvolve-se, também, uma vegetação latifoliada, com diferentes espécies, destaque para as canelas (Ocotea spp. e Nectandra spp.), Drymis winterii e Ilex spp. Este tipo de vegetação tem sua ocorrência restrita a porções da Serra da Mantiqueira. A maioria dos remanescentes ainda existentes estão protegidos pelo P.E. de Campos do Jordão. 3. Floresta Estacional Semidecidual (Rizzini et al, 1991): Conhecida também por Floresta de Planalto ou Floresta Latifoliada da Bacia do Paraná. Abrange todo o planalto paulista. Influencia desde a composição florística nos arredores da cidade de São Paulo “caminhando” em direção ao oeste. Caracteriza-se por uma vegetação com cerca de 50% das espécies arbóreas perdendo as folhas na época seca do ano. Como as massas de ar úmidas do oceano não atingem o oeste do estado, o inverno é seco e o déficit hídrico em determinadas regiões acontece de maneira muito acentuada. A diversidade vegetal contida nessas florestas é muito menor do que para as florestas ombrófilas. 4. Floresta Estacional Decidual (Rizzini et al, 1991): Vegetação extremamente restrita a alguns morrotes específicos, de formação calcárea, cuja fertilidade e umidade tornam-se importantes fatores limitantes ao desenvolvimento da vegetação. A diferenciação da Mata Atlântica em diferentes fisionomias de vegetação é causada principalmente pelas diferenças climáticas regionais, do litoral até o oeste. Fatores principais, como: dinâmica e origem das massas de ar, solo, topografia e umidade, se sobressaem e geram enormes conseqüências na estrutura e composição de espécies da floresta, agindo na medida de selecionar grupos específicos de espécies.
As figuras 1 e 2 mostram esquematicamente as fisionomias de vegetação de Mata Atlântica no estado e os complexos climáticos, respectivamente.
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