Recuperar áreas degradadas, proporcionando a revegetação para impermeabilizar o solo, com árvores e plantas, evitando deixar o solo exposto para emitir CO2, gás que na atmosfera cria o efeito estufa. Este é o objetivo do projeto desenvolvido pelo Instituto Caraguatá, que desde 2004 iniciou estudo de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas pela Mineração no Litoral Norte.
Instituto Caraguatá apresenta Plano de Recuperação de Áreas Degradadas em palestras pelo Estado
O projeto foi tema de palestra para técnicos e estudantes na última semana em Ribeirão Preto e, no próximo mês, será apresentado na 7ª Convenção Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que acontece em Cuba. O plano foi selecionado a participar pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente da República de Cuba. Junto com pesquisadores, profissionais, educadores, especialistas, gestores, empresários e demais pessoas interessadas do mundo todo, será debatido temas sob o lema “Formar Consciência para Salvar o Planeta”. O evento acontece entre os dias 6 e 10 de julho, no Palácio das Convenções da Havana, Cuba. O presidente do Instituto Caraguatá, o professor Pedro dos Santos Raymundo, especialista em Projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) explica que agora o processo está sendo colocado em prática, com o projeto piloto de uma área particular no bairro Massaguaçu, em Caraguatatuba, cujo trabalho iniciou em 2006. “O Instituto comprou a área e recupera para implantação de um viveiro florestal”, explicou Raymundo. Inicialmente serão 500 mil mudas. “Levou um tempo para concluir todo o processo. Só o levantamento das áreas degradadas foram dois anos”, lembrou o professor, que pretende levar o plano para outras áreas. O trabalho é desenvolvido por técnicos, geólogos e biólogos e conta com os licenciamentos da Cetesb e Departamento Estadual de Proteção de Recursos Renováveis (Deprn) para que se inicie a revegetação. Além de Raymundo, são parceiros no projeto o advogado Jordevino Olímpio de Paula, Rubens Pereira Dias, e o geólogo Cláudio José Ferreira, que também vão para Cuba. No Litoral Norte, foram selecionadas pelo Instituto, 392 áreas de solo exposto (degradadas). A maioria é clandestina, sendo somente 2,5% cadastradas. Uma delas é a Pedreira Massaguaçu, que tem sua área degradada já controlada, além de todos os licenciamentos para operação. O trabalho de recuperação da pedreira também consta na tese do projeto. O local é de exploração, explica Raymundo, mas está controlado e “é melhor uma área recuperada do que várias como queijo-suíço”, analisou, se referindo ao fato da pedreira embora ser explorada, ao mesmo tempo é recuperada, enquanto muitas são e estão degradadas sem nenhum trabalho de recuperação. A ideia de Raymundo ao apresentar o projeto em várias partes do Estado e agora em Cuba, é que ele seja copiado para ser aplicado em outros países. O MDL é um dos instrumentos de flexibilização estabelecidos pelo Protocolo de Quioto com o objetivo de facilitar as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa definidas para os países que o ratificaram. Em síntese, a proposta do MDL consiste em que cada tonelada de CO2 equivalente, que deixar de ser emitida ou for retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento poderá ser negociada no mercado mundial, criando novo atrativo para a redução das emissões globais. Raymundo esclarece que o Instituto Caraguatá entidade sócio-ambiental em associação com a Geocarbon Soluções Ambientais, empresa de engenharia voltada às questões do meio ambiente, vêm desenvolvendo trabalhos técnicos dando subsídios às empresas que necessitam de trabalhos de consultoria. Antes mesmo de agir como instrumento de denúncia relacionada a desvios de conduta no quesito meio ambiente, busca levar soluções de gerenciamento. Com isso, as extensões dos trabalhos desenvolvidos abrangem vários setores que interagem com o ambiente, em conformidade com as agências ambientais e suas resoluções. Conforme o professor, a busca da redução efetiva dos danos ao meio ambiente proporciona a toda sociedade um ganho inestimável em termos de qualidade de vida e não poluição/contaminação. “É importante pensar em como resolver o problema e não apenas apontá-los. Por isso temos como base um paradigma novo que é buscar soluções efetivas onde se costumam apenas apontá-las”, conclui Raymundo.
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Instituto Caraguatá informa que a partir do dia 14/12/2009 , o edital de chamada para os interessados em participar do projeto de florestamento e reflorestamento em Ribeirão Preto e região estará pronto em PDF para Download , mais informações pelo email: juridico@institutocaraguata.org
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