Litoral Norte Um loteamento particular de 15 mil metros quadrados, em Caraguatatuba, vai se transformar em Viveiro Escola. O projeto inédito no Litoral Norte partiu do Instituto Caraguatá, que desde 2004 desenvolve projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) com base na redução do seqüestro de carbono na atmosfera. A idéia surgiu como opção para recuperar uma área com erosão por conta da retirada de terra para função de terraplenagem em outro local e, posteriormente abandonada. “O objetivo é estabilizar o terreno e implantar o viveiro. Será feito um talude em cima da erosão, o terreno será nivelado e vamos estabilizar a área utilizando gramínia”, disse o presidente do Instituto Caraguatá, Pedro dos Santos Raimundo, graduado em Filosofia e especialista em Direito Ambiental e em Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Segundo ele, o projeto Viveiro Escola será usado como espaço para formação de jovens viveiristas. Além do resgate ambiental da área, o proprietário do terreno abandonado também terá seu passivo ambiental resolvido sem tirar um centavo do bolso. “Ele não terá gastos. Só precisou fechar uma parceria com o Instituto com a doação do terreno para viabilizar o viveiro”, que vai produzir 80 tipos de espécies nativas da Mata Atlântica no local. De acordo com Raimundo, nos cortes de taludes (nas encostas do que restou do corte do morro), será criado um ambiente propício para recuperar a área degradada com mão-de-obra especializada. Serão 2.225 metros quadrados de mata nativa, que vão recompor a área com espécies produzidas no próprio do viveiro. Em 2009, o presidente da entidade pretende ter um produção de 500 mil mudas para o projeto, que faz parte da metodologia de MDL utilizada pela entidade para recuperação de áreas degradadas em Área de Preservação Permanente (APP) - a mesma que a AES Tietê utiliza nos seus projetos de reflorestamento, aprovada na 35ª sessão da Convenção Quadro das Unidas sobre Mundanças do Clima para seqüestro de carbono. Antes disso, não havia possibilidade de fazer MDL em APP. Segundo o presidente da entidade, a partir dos novos critérios aprovados é possível optar pelo reflorestamento e fixar o carbono através das espécies vegetais. O Viveiro Escola partiu dos estudos sobre a degradação ambiental nas encostas da Serra do Mar no Litoral Norte do Estado de São Paulo, principalmente àquelas causadas pela extração mineral, já que a metodologia também pode ser aplicada nesses locais. Desta forma, o Instituto Caraguatá estima que existam 392 áreas degradadas por mineração na região. A informação partiu de um levantamento do Instituto Geológico, que calculou a degradação de aproximadamente 5 milhões de metros quadrados no Litoral Norte. “As áreas degradadas são atrativas para a implementação de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, por meio do exercício de duas funções: a primeira, mais comumente visualizada seria a recomposição vegetal e o cálculo de carbono capturado pelo crescimento das árvores e a segunda, ainda pouco aplicada, seria estimar a quantidade de carbono liberada para a atmosfera por meio da erosão do solo. Assim um projeto que diminua as altas taxas de perda de solo existentes nas áreas degradadas pela mineração aliado a revegetação apresenta um duplo efeito sobre a retenção de carbono”, exemplificou o pesquisador do Instituto Geológico, órgão da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Cláudio José Ferreira, que desenvolve estudos para a definição de geoindicadores e quantificação numérica da degradação ambiental decorrente da extração mineral no Litoral Norte.
Área degradada se transformará em Viveiro Escola
08/11/2008
Área degradada se transformará em Viveiro Escola
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Instituto Caraguatá informa que a partir do dia 14/12/2009 , o edital de chamada para os interessados em participar do projeto de florestamento e reflorestamento em Ribeirão Preto e região estará pronto em PDF para Download , mais informações pelo email: juridico@institutocaraguata.org
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